Em tempos bicudos, de transformações e mudanças, há que espicaçar. Quem pode espicaçar? Todos e cada um que tem um mínimo de discernimento do presente e sabem que à semelhança do que aconteceu com o Titanic, não tem sentido continuar tocando na orquestra (Volney Faustini, parceiro inicial desse blog)
quinta-feira, 18 de julho de 2019
Eu sou growth hacker e não sabia
quarta-feira, 15 de abril de 2015
7 ways to improve your social marketing
segunda-feira, 23 de março de 2015
O fator analógico do marketing digital
terça-feira, 17 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
A fragilidade dos biscoitos
Uma das características importantes do processo de
fabricação de biscoitos é o seu duplo cozimento (daí o nome biscotti) com o
objetivo de reduzir significativamente a umidade da massa para obter um produto
final “sequinho” e crocante.PS: boa lembrança do Cavallini - talvez pior que o IP dinâmico é o IP genérico (uma empresa com 300 computadores pode ter um só ip de saída)
sábado, 20 de abril de 2013
# Eu desconcordo *
O impacto inicial foi dos melhores, o auditório da ESPM deve ser um pouco menor que o do shopping Frei Caneca (onde aconteceu o evento anterior) mas, pelo menos dessa vez, existia acesso livre à internet, o que permitiu acompanhar online, em tempo real, a reação do público que estava lá.
Através de uma observação genérica e aleatória identifiquei um perfil muito semelhante aos outros eventos digitais que já fui, ou seja, eu deveria ser o único sujeito com mais de 35 anos dentro do auditório (o Rogério Carpi não conta pois foi embora cedo)
Uma pena que a entrega do conteúdo não acompanhou a proposta e, nem de longe (nem de perto), teve a qualidade do Metrics.
O modelo de apresentações desestruturadas, mesas de debates sem ter alguém que fizesse uma apresentação formal do assunto, levou a uma coleção de achismos enorme. O termo que mais se ouvia era “na minha opinião...”
Pior, mesmo tendo temas pré-definidos, as mesas que assisti (resisti bravamente até metade da tarde – tenho certeza que depois vou ler que as melhores palestras foram as duas últimas que não assisti), sem exceção, fugiram do assunto. Tanto que o que o público mais gostou foi da apresentação solo do advogado: estruturada, focada no tema e, apesar dos detratores, com um PPT dando o roteiro da fala.
Apesar disso, se salvou a segunda mesa da tarde, mesmo fugindo do assunto, os participantes tinham mais conteúdo para entregar.
De social media mesmo, pouco se falou, a menos que você acredite que social media se resuma aos likes e shares do Facebook. O curioso é que todo mundo se apoiava no FB, mas todos os comentários do público aconteciam via Twitter.
Eu me queixei bastante das obviedades que ouvi mas, talvez, como bem me lembrou o Rogério, deve ser porque eu sou macaco velho do marketing e já tenha passado pelas mesmas discussões no mundo analógico (criação x planejamento... repercussão x resultado... )
Mas não desculpo as abobrinhas como ouvir que métrica acaba com a poesia da publicidade. A poesia de boa qualidade se encaixa nas mais rigorosas métricas (alexandrinos, redondilhas maiores e menores, sem contar as métricas que consideravam além das sílabas, as sua tônicas).
Quem quer fazer publicidade sem prestar conta de resultado que procure clientes que joguem dinheiro no lixo.
Além disso achei muito indelicado por parte da organização recomendar que as pessoas fizessem perguntas inteligentes (somos todos burros?). Se quiserem ter controle das perguntas que obriguem que as mesmas sejam feitas por escrito e filtradas pelo moderador, simples assim (e ainda mais simples em tempos de vida digital).
Ainda não decidi se vou ao Content Summit em Junho, depois vou olhar o programa, se tiver a mesma estrutura do Metrics eu até me animo, se for nesse formato do Media, eu passo.
*neologismo criado durante o evento que, de longe, gerou mais engajamento que seu concorrente “draivar”
** a imagem é de um tratado de métrica em poesia
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Um dia de spam
Como qualquer ser humano que tem um endereço de e-mail eu reclamo da quantidade de spam que recebo todos os dias.À meia noite de um sábado para domingo limpei todas as caixas de spam e de entrada dos meus três endereços de e-mail e 24 horas depois fui checar o que tinha acontecido.
Meu e-mail pessoal tinha 115 mensagens indesejadas e não autorizadas. O e-mail de trabalho mais 101. Meu endereço alternativo, talvez pelo fato de não ser divulgado, apenas 16.
232 mensagens inúteis. Cerca de 10 mensagens por hora, uma a cada 6 minutos.
E talvez ainda seja pouco considerando que domingo não é dos dias mais pesados nos envios de e-mails, mas projeta que no decorrer do próximo ano eu vou receber cerca de 85 mil mensagens de spam.
Haja caixa de entrada!
Claro que como qualquer outro ser humano eu busco formas de me proteger desse ataque massivo. Coloco mais ferramentas de anti-spam, bloqueio domínios e crio regras para direcionar determinados remetentes diretamente para a lixeira.
Por outro lado, como marketeiro, lamento que o uso da mídia sem nenhuma segmentação, nenhuma relevância e nenhum respeito aos consumidores, vai levá-la à morte (já ouço, não tão longe, seus estertores)
Afinal de contas, para que segmentar e se preocupar com relevância se mandar e-mail é tão barato? Não era isso que propunha Mr Rapp há 3 anos?
Hoje as novas gerações não usam e-mails para conversar. Quando muito têm uma conta que lhes permita se cadastrar nos sites e aplicativos que lhes convém e onde trocam informações entre si sobre aquilo que lhes interessa.
Pelo menos até que a mídia que usem seja invadida por anúncios massivos e generalistas.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Receita de Futuro*
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Onde foi parar o conteúdo?
Uma das grandes promessas do mundo digital, desde o seus primórdios, era a geração de conteúdo. O acesso à rede e aos meios de publicação gratuitos (blogs, microblogs, grupos de discussão, foto e videoblogs e, mais adiante, as redes sociais) transformariam cada internauta num ser criativo e gerador de idéias.De fato temos hoje um volume de informação que jamais imaginaríamos há uma década, o que não quer dizer que a criação de conteúdo tenha aumentado como se esperava.
Certamente aumentou a exposição dos conteúdos que já eram produzidos. O filme caseiro que só era impingido a amigos e avós, tornou-se hit mundial (alguns, é claro, a maioria continua tão chato como sempre foi).
A menina ou menino que escreviam diários e poemas vieram para a rede. As fotos que eram fixadas em álbuns ganharam seu espaço (e as fotos que antes eram descartadas pela sua baixa qualidade, também)
O que todo esse conteúdo não tinha no passado era o meio de acesso que tem agora.
Por outro lado cresceu infinitamente o processo de copy&paste. Não cheguei a fazer uma estatística mais apurada, mas percebo que mais de dois terços do que recebo nas atualizações das redes sociais são mensagens encaminhadas, retwits e links de conteúdos já postados em outros lugares.
Mesmo na blogosfera, em tese um espaço de geração de novos conteúdos é impressionante a quantidade de blogs que só reproduzem imagens e textos de outrem.
A promessa não se cumpriu, dirão os luditas mas, enquanto meio, a Internet permitiu que soubéssemos o que estava escrito nos cadernos de muita gente e, certamente, muita gente interessante. Descobrimos sons e imagens para as quais dependeríamos de dar várias voltas ao mundo para conhecer.
Nem tudo são flores, é claro. Ninguém ficou mais inteligente ou mais criativo por estar no cyberespaço. Alguns, por sinal, demonstram que estão atrofiando suas células cinzentas por não se permitirem momentos de desconexão digital para terem mais conexões sinápticas.
O futuro? Não sei. Desde que minha bola de cristal quebrou eu não me arrisco mais a fazer previsões. Nem do tempo.
Minha percepção é de que caminhamos para um novo modelo de concentração de conteúdos. Não mais nas mãos do poder econômico, mas daqueles que se permitem momentos de ócio criativo no mundo analógico. Eles que vão trazer novas idéias para o consumo, sem reflexão, das massas binárias.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
No meu não

A Forrester*, empresa de pesquisa americana que se especializou em temas tecnológicos, divulgou, no final de 2010, os dados de uma enquete feita com empresas de pequeno e médio porte (na definição deles, empresas com até 200 funcionários) a respeito de prioridades de marketing online.
Algumas conclusões não foram muito diferentes da mesma pesquisa que eles fazem com as empresas de grande porte (mais de 1.000 funcionários). Queixas comuns como falta de recursos humanos e financeiros, falta de visão única de cliente e a economia em recessão.
Não que tenha sido uma surpresa mas, diferentemente das gigantes, os objetivos das pequenas e médias ainda estão focados quase que exclusivamente em novas vendas (31 anos de Porter ainda não convenceram as pessoas que um cliente vale mais que um não cliente). A preocupação é com novos clientes e geração de leads.
Claro que, para financiar seus esforços de marketing digital, outras mídias serão sacrificadas, as que vão perder menos são as mídias impresas e marketing direto (quem mais perde é a televisão e a mídia exterior tradicional).
O que não significa que teremos alguma estratégia inovadora, muito pelo contrário, pequenas e medias empresas são tímidas demais para aderir aos canais emergentes como video online e mobile. O que fazem, e pretendem continuar fazendo é enviar e-mails, investir em links patrocinados e ficar olhando para as ferramentas de analytics, rezando para que alguma coisa dê certo.
Ferramentas analíticas de datamining para melhorar a segmentação? Nem pensar. Automação dos processos de marketing? Isso é só para achar bonito na Amazon. Soluções de comunicação on-demand? Nem os grandes se arriscam.
O que vamos ter pela frente então? Mais do mesmo, como sempre. O mesmo mudou um pouco, mas o marketing continuará sendo a arte do “me-too”.
Afinal de contas, quem é que quer colocar a corda da responsabilidade da inovação no pescoço? Só esse loucos do Jobs, Walton, Presley e Zuckerberg.
Até porque, inovação, nos olhos dos outros, é refresco.
*Interactive Marketing Priorities for SMBs.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Postagem social

Social é a palavra da moda.
Quer vender pipoca na praça? Batize de pipoca social. Assim como o marketing social, a responsabilidade social e, por quê não, a contabilidade social.
As grandes empresas de investimentos já lançaram o swap social, junto com os derivativos sociais.
Corte de custos virou reengenharia social e, até mesmo as demissões hoje são desligamentos sociais.
Não se assuste se, na próxima febre do seu filho o médico lhe disser que ele está com uma virose social.
O fenômeno das redes sociais, muito falado e pouco entendido, deflagrou a banalização do termo. Todo mundo quer entrar e explorar as redes.
O problema é que agem como se elas fossem apenas mais uma mídia para se levar uma mensagem top down. Trocaram a mídia, mas permanencem com os mesmos discursos.
Nem como marketeiros, nem como indivíduos ainda conseguimos dimensionar o poder da interação entre as pessoas, achamos que basta criar uma página e pedir para os consumidores seguirem, curtirem, viralizarem.
Na maioria dos casos, não passam de home pages hospedadas no Facebook, LinkedIn ou similares. Nem sempre com a mesma capacidade de capturar métricas como as páginas originais das empresas.
Claro, de tempos em tempos, alguém que realmente se dedica a participar da rede social e entender as pessoas que participam delas, consegue criar algo inovador. É o caso do meu amigo Sérgio Augusto com o seu recém lançado IWiin. Não sou profeta como o Sarney, mas é um negócio que me parece que será bem sucedido.
Quanto aos demais, enquanto não mudarem a sua mentalidade a respeito de relacionamento com consumidores, vão continuar sendo tão sociais quanto foi o governo do presidente
terça-feira, 14 de setembro de 2010
As palavras traem

Desde que o Google e todos os seus subprodutos passaram a usar palavras-chaves dos textos publicados como fator de seleção de seus anúncios e links patrocinados muitos outros portais adotaram a mesma estratégia. Afinal de contas, com a queda de receita em anúncios tradicionais é preciso ganhar dinheiro de alguma forma.
Não só os sites comerciais faturam em cima de links patrocinados, muitos blogueiros também aceitam que suas páginas exibam anúncios relacionados com os seus textos. O problema é que nenhum dos softwares que faz a escolha dos anúncios é capaz de entender o sentido do texto, trabalha apenas com palavras e não poucas vezes com pedaços de palavras.
Nesse exato momento abri um e-mail que falava sobre sociedades videocráticas (um artigo que trata sobre a onipresença das telas sobre a conformação do espaço público, não só em termos de construção do imaginário, mas também na vida econômica e política das sociedades contemporâneas) e os anúncios na barra lateral são sobre descontos em ingressos de cinemas e vendas de livros também de cinema. Uma ligação tênue e, pior, enquanto o autor questiona a excessiva dependência das pessoas em relação às telas, o link patrocinado incentiva o consumo de um tipo de tela.
Um amigo que tem um blog onde frequentemente trata de assuntos religiosos numa perspectiva reformada (e totalmente avesso aos santos católicos) mais de uma vez teve publicada a propaganda de venda de terços e rosários.
Não condeno o Google nem os portais por tentarem vender seu peixe, afinal de contas é disso que eles vivem. Questiono os amigos blogueiros amadores que tentam gerar receitas com suas páginas, uma vez que não tem controle nenhum sobre a publicidade colocada ao lado do que criam. Mas alguma coisa precisaria ser feita para evitar situações ridículas.
Ao menos os grandes portais deveriam ter um ser humano que acompanhasse o que é colocado nas suas páginas (o Blogger não teria a menor condição de acompanhar os milhões de posts publicados diariamente) enquanto os softwares estatísticos não tivessem a capacidade de entender o que os textos querem dizer.
Além de evitar gafes, certamente os anúncios poderiam ser bem mais eficientes se fossem realmente relevantes para quem está lendo os textos e, com isso, gerar mais dinheiro para todos os envolvidos no processo.
Em tempo: esse blog não aceita anúncios





